Pular para o conteúdo principal

Seminário de História na UEPA

Com o tema “História e Políticas: entre conflitos e revoluções”, o curso de licenciatura em História da Universidade do Estado do Pará (UEPA) pretende avaliar e valorizar as memórias das lutas travadas por vários sujeitos, em épocas diferentes: a Revolução Russa, que completa um século; as lutas pela reforma agrária e os conflitos de terra que envolvem os grupos indígenas; a grande revolução popular do século XIX na Amazônia, a Cabanagem, e a memória oral e literária das lutas por igualdade, liberdade e democracia. Estes são alguns dos temas a serem tratados no III Seminário de História da Universidade do Estado do Pará (UEPA), nos dias 27m 28 e 29 de setembro, no auditório Paulo Freire. Vou participar na mesa que debate sobre ditadura em tempos de transição, com o tema do meu livro “A censura no Pará – a mordaça a partir de 1964”. A mesa de abertura do evento vai tratar dos “Arquivos (in) visíveis da ditadura”, com Vicente Rodrigues (Arquivo Nacional). No dia 28 o evento discute sobre “Os movimentos sociais na Amazônia Contemporânea” No último dia os temas abordados serão “Cidadania e direitos humanos em tempos de crise” e “América Latina na contemporaneidade”. José Alves Jr, Venize Rodrigues, Elias Sacramento, Amilson Pinheiro, Edilza Fontes, Marcos Alexandre Ribeiro, Paulo Fonteles Filho, Andréa Pastana, Edilson Moura, Maurício Zeni e Tony Costa, são alguns dos convidados. Os debatedores são: Maria Marize Duarte, Edmilson Rodrigues, Leopoldo Jr., Stela Pojuci e Telmo Araújo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filipinho, um exemplo de coragem e resistência

Felipe Alves de Macedo, o Filipinho, deixou a Terra. Foi ao encontro de seus companheiros de luta no Araguaia: Raimundo Ferreira Lima (Gringo), João Canuto, Expedito Ribeiro e tantos outros bravos camponeses que lutaram e tombaram na luta pelo direito de viver e produzir no campo. Dedicou seus 81 anos de vida ao cultivo da terra como animador de comunidade, na organização e resistência dos lavradores, em Conceição do Araguaia. Filipinho foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia, dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-Pará) e membro do Partido dos Trabalhadores. Viveu parte de sua vida sob ameaça de pistoleiros a serviço do latifúndio. O ex-dirigente do STTR fez parte de uma lista de “marcados para morrer”. O repórter-fotográfico João Roberto Ripper, que integrou a agência F-4, fez um registro, em 1980, com seis pessoas ameaçadas: Maria da Guia, Josimar, Filipinho, Oneide Lima (viúva do Gringo), Luiz Lopes e João Pereira. O jornalista, em...

Nem Greenpeace e nem o Macron roubaram a cena - Boi Marronzinho, Grupo Tunama e performance dinamizam Semana MultiverCidades

A Semana MultiverCidades da Amazônia:Acesso à Justiça e Direito Cidade movimentou nos dias 5 e 6 de novembro muitos atores sociais, em vários espaços, com uma pauta ampla: acesso à justiça, territórios, biomas, cidadania, degradação, resistência, desesperança, caminhos coletivos, saneamento, inovação, urbano, rural, intercâmbio, violência, preconceito, saberes, vulnerabilidade, etc. Tudo junto e misturado com muita cidadania. Uma sinalização clara que é preciso conhecer, enfrentar e buscar juntos, acadêmicos e lideranças populares, alternativas de solução aos problemas da comunidade.   Teve reunião em auditórios e salas da Universidade Federal do Pará e visitas técnicas às comunidades. Pesquisadores pisaram no chão do Curral Cultural Boi Marronzinho, no bairro da Terra Firme, em Belém, que existe há 32 anos. Além de proporcionar lazer, atua como uma ferramenta de mobilização social e foca sua atuação nas áreas de direito à cidade, sustentabilidade, educação e segurança alimentar. Os p...

36 anos da entrevista com Quintino e a resistência camponesa no Alto Guamá

Eu nem lembrava que foi no dia primeiro de agosto de 1984 que publiquei, no jornal O Liberal, a primeira entrevista com Quintino Silva Lira, líder dos posseiros da Gleba Cidapar, que reagiu à grilagem de terras e organizou um grupo para resistir aos pistoleiros da região da Pará-Maranhão (rodovia BR-316) entre os rios Guamá e Gurupi. Quem me ajudou a recordar aquele trabalho foi a pesquisadora Juliana Patrizia Saldanha de Souza, de Santa Luzia do Pará, mestra em Linguagens e Saberes na Amazônia pela Universidade Federal do Pará. Acompanhei desde 1983 aquele conflito fundiário que envolvia 10 mil famílias de pequenos agricultores e empresas agropecuárias, numa área de 387 mil hectares. Compartilho aqui a postagem que a Juliana fez sobre o nosso encontro virtual, em 15/08/20. As fotos são do repórter-fotográfico Alexandre Lima, durante uma de nossas reportagens na Gleba Cidapar, um ano antes da entrevista, em 25 de setembro de 1983. Diário de uma Pesquisadora: QUINTINO LIRA e eu! ...