Pular para o conteúdo principal

183 anos da Cabanagem

Este 7 de janeiro marca a tomada de Belém pelo cabanos. Para celebrar os 183 anos da Cabanagem, vale a pena refletir na letra da música "Cantilena" de Rafael Lima. Cantilena (música de Rafael Lima) Passa pra dentro, moça descalça, vem com a tua graça, assim reviver; sai da janela, anda depressa, ouve as historias dos ancestrais. Gente que lutou, lutou, lutou, lutou... por todo um sonho que era bom; gente que sofreu, sofreu, sofreu, sofreu... e tanto sangue derramou. Tu nem te lembras, eras criança, sempre de trança, a choramingar; teu pai lembrava... um longe, distante... chegavam homens prum guerrear. Guerra de homens bravos, fortes e valentes, valentes, valentes, valentes, valentes, valentes... contra a tirania dessa nação; Guerra de gente cabocla, negros, índios, uns humildes, humildes, humildes, humildes, humildes... luta de fazer revolução. Teu pai contava que eram cabanos, homens, mulheres, nesse lutar; vinham de longe, do breu da mata, tomar belém para governar. Vieram se chegando assim bem de mansinho, mansinho, mansinho, mansinho, mansinho... como que guarás no mangal a pousar; vieram se entrincheirando assim devagarzinho, devagarzinho, devagarzinho, devagarzinho... como uma jiboia num só sussurrar. Conta teu pai, que foram três guerras, contra os desmandos desta nação; eram mulheres, homens, crianças, todos fazendo a rebelião. era gente, gente, gente, gente, gente... com fé em dias melhores, trazendo no peito a saga da união; querendo justiça, bradando suas certezas, certezas, certezas, certezas, certezas... fazer do pará uma grande nação! Já se vão quase uns duzentos anos, coisa que já nem se ouve mais falar; boca de abiu fizeram esse tempo, pra nossa historia ninguém contar. Nossa verdadeira historia, feita de cabanos, cabanos, cabanos, cabanos, cabanos... gente que lutou engrandecendo essa nação; gente que morreu lutando, lutando, lutando, lutando, lutando... por um pará livre! um pará com a saga da libertação! um pará com a saga da libertação!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filipinho, um exemplo de coragem e resistência

Felipe Alves de Macedo, o Filipinho, deixou a Terra. Foi ao encontro de seus companheiros de luta no Araguaia: Raimundo Ferreira Lima (Gringo), João Canuto, Expedito Ribeiro e tantos outros bravos camponeses que lutaram e tombaram na luta pelo direito de viver e produzir no campo. Dedicou seus 81 anos de vida ao cultivo da terra como animador de comunidade, na organização e resistência dos lavradores, em Conceição do Araguaia. Filipinho foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia, dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-Pará) e membro do Partido dos Trabalhadores. Viveu parte de sua vida sob ameaça de pistoleiros a serviço do latifúndio. O ex-dirigente do STTR fez parte de uma lista de “marcados para morrer”. O repórter-fotográfico João Roberto Ripper, que integrou a agência F-4, fez um registro, em 1980, com seis pessoas ameaçadas: Maria da Guia, Josimar, Filipinho, Oneide Lima (viúva do Gringo), Luiz Lopes e João Pereira. O jornalista, em...

Após o regatão, o rádio e a televisão

Atendendo ao pedido de várias pessoas, publico abaixo o artigo apresentado em 2005, em Novo Hamburgo (RS), no 3º Encontro Nacional da Rede Alfredo Carvalho (Rede Alcar), no GT sobre História do Rádio. Após o regatão, o rádio e a televisão Paulo Roberto Ferreira Resumo: A primeira emissora de rádio surgiu na Amazônia em 1928. Foi a Rádio Clube do Pará, em Belém, que teve um papel muito importante como veículo de integração. Antes do rádio, o contato entre o homem do interior da região e o mundo urbano, era feito pelo barco que abastecia os seringais e pequenas povoações com suas mercadorias. A “casa aviadora” ou “regatão” quebrava o isolamento e levava também as cartas dos parentes que viviam nas localidades, às margens dos rios. A televisão só chegou em 1961. Em Manaus muita gente captava o sinal de uma emissora da Venezuela, antes da chegada da primeira TV local. Mas, ainda hoje, na era da comunicação digital, o rádio cumpre importante papel na Amazônia, já que naquele imenso...

Nem Greenpeace e nem o Macron roubaram a cena - Boi Marronzinho, Grupo Tunama e performance dinamizam Semana MultiverCidades

A Semana MultiverCidades da Amazônia:Acesso à Justiça e Direito Cidade movimentou nos dias 5 e 6 de novembro muitos atores sociais, em vários espaços, com uma pauta ampla: acesso à justiça, territórios, biomas, cidadania, degradação, resistência, desesperança, caminhos coletivos, saneamento, inovação, urbano, rural, intercâmbio, violência, preconceito, saberes, vulnerabilidade, etc. Tudo junto e misturado com muita cidadania. Uma sinalização clara que é preciso conhecer, enfrentar e buscar juntos, acadêmicos e lideranças populares, alternativas de solução aos problemas da comunidade.   Teve reunião em auditórios e salas da Universidade Federal do Pará e visitas técnicas às comunidades. Pesquisadores pisaram no chão do Curral Cultural Boi Marronzinho, no bairro da Terra Firme, em Belém, que existe há 32 anos. Além de proporcionar lazer, atua como uma ferramenta de mobilização social e foca sua atuação nas áreas de direito à cidade, sustentabilidade, educação e segurança alimentar. Os p...