Domingo é dia de abrir a Caixa de Relíquias. Hoje reli uma matéria publicada há 39 anos nas páginas do jornal “Resistência”. O texto é da Jeanne Marie e foi publicado na página 16 da edição 36 (abril/1982).
“O estranho Milton que pintou” revela a opinião do jovem de 19 anos, Milton Cunha Júnior, aluno de psicologia, que causou uma grande vibração no mundo cultural de Belém com sua primeira experiência de direção e atuação de seu texto de teatro: “O Estranho Peixe que Pulou”.
O espetáculo foi encenado no teatro “Waldemar Henrique” em dezembro de 1981. “Para alguns, estranho demais. Para outros, foi um dos melhores espetáculos que já pintou em Belém”, escreveu Jeanne Marie. A crítica do jornal O Liberal considerou Milton “a revelação do ano” e seu espetáculo, a melhor peça de teatro adulto da cidade.
Milton fala de sua trajetória, sua inspiração para compor as personagens da peça e encerra a entrevista com a seguinte frase: “o novo sempre amedronta, sobretudo numa terra onde se acredita em monstros sagrados”. As fotos da matéria são do Miguel Chikaoka (Paulo Roberto Ferreira).
Transcrito do blog Memórias do Pará, de José Carneiro Certamente muitas pessoas – ainda que nativas destas paragens amazônicas – não sabem o que é, ou simplesmente nunca viram, um olho de boto. Ao vivo, por exemplo, é empreitada um tanto difícil pois mesmo quando se percebe os simpáticos cetáceos por perto de alguma embarcação, raramente se consegue observar bem os seus os olhos, quase sempre semi-abertos. Por outro lado, boa parte da população sabe para que serve o olho de boto que se compra nas feiras, nas barracas de venda de mandingas, simpatias, banhos e outras coisas do gênero. Você, caro leitor, sabe pra que serve o olho de boto? Conforme uma mandingueira que entrevistei na feira do Ver-o-Peso para tratar deste assunto, ele serve para suprir quase todas as carências do ser humano, sendo tantas as suas finalidades benfazejas que não tenho espaço suficiente para relacioná-las. Um exercício de imaginação de qualquer um pode resolver, facilmente, ess...



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