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Impactos ambientais afetam Barcarena desde os anos 90

O Instituto Evandro Chagas constatou que existem 35 vezes mais alumínio na água consumida pela população de Barcarena que o permitido. A comprovação ocorreu após a coleta de amostra de água nas comunidades, que ficam em torno das bacias de rejeito químico da empresa Hydro Alunorte, neste início de 2018. Mas a população de Barcarena, a 40 quilômetros de Belém (PA), está exposta à poluição do complexo do alumínio desde a década de 1990. No dia 20 de abril de 1991 publiquei no extinto jornal “A Província do Pará”, reportagem assinada, com fotos do brilhante Paulo Santos (na época vinculado a agência Videofoto), sobre o impacto provocado pela emissão de fluoreto na atmosfera, que voltava ao solo como chuva ácida, afetando a produção agrícola de Curuperé, distrito de Vila do Conde. Também publiquei matéria no jornal “Brasil Agora”, de São Paulo. Este é o resultado do desenvolvimento para a Amazônia, ancorado nos grandes projetos ligados à mineração, pecuária e energia. Somente após os impactos sociais e ambientais é que se buscam soluções, que na maioria das vezes, já produziram danos irreparáveis.

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