Criado em 1987 o grupo carnavalesco Axé Dudú chegou a reunir quase 200 brincantes nas ruas de Belém. Em fevereiro de 1989 o tema do grupo girou em torno da música Elé Dá Min, de Edson Catendê, uma homenagem aos orixás criadores do Universo. O grupo foi idealizado pelo Centro de Estudo e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa), com objetivo de resgatar a cultura negra e homenagear a luta dos antepassados escravos, arrancados de suas terras na África pelo colonizador europeu. Quem deu um bom destaque ao trabalho foi o Jornal dos Bairros, um suplemento de O Liberal, editado por Lorena Souza. As fotos da edição são de Paula Sampaio. E a entrevistada foi a querida amiga Elza de Fátima Rodrigues, a Elzinha, radialista, jornalista e doutora em Comunicação Social. A reportagem é de fevereiro de 1989. A fonte é a Biblioteca Virtual da Biblioteca Nacional.
Transcrito do blog Memórias do Pará, de José Carneiro Certamente muitas pessoas – ainda que nativas destas paragens amazônicas – não sabem o que é, ou simplesmente nunca viram, um olho de boto. Ao vivo, por exemplo, é empreitada um tanto difícil pois mesmo quando se percebe os simpáticos cetáceos por perto de alguma embarcação, raramente se consegue observar bem os seus os olhos, quase sempre semi-abertos. Por outro lado, boa parte da população sabe para que serve o olho de boto que se compra nas feiras, nas barracas de venda de mandingas, simpatias, banhos e outras coisas do gênero. Você, caro leitor, sabe pra que serve o olho de boto? Conforme uma mandingueira que entrevistei na feira do Ver-o-Peso para tratar deste assunto, ele serve para suprir quase todas as carências do ser humano, sendo tantas as suas finalidades benfazejas que não tenho espaço suficiente para relacioná-las. Um exercício de imaginação de qualquer um pode resolver, facilmente, ess...
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