Na semana em que a antropóloga Rosa Marga Rothe faleceu iniciei a publicação de uma série sobre a memória de grandes lideres da luta contra a ditadura de 1964 em nosso país.
Hoje, peço permissão a professora Venize Rodrigues, para compartilhar o texto que escreveu em 2003 sobre a figura do economista Jaime Teixeira, terceiro presidente da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos:
A construção da nossa utopia
Venize Rodrigues (*)
Conheci o Jaime Teixeira no final dos anos 70, quando na luta sindical fundamos a Apepa – Associação dos Professores do Estado do Pará, embrião do atual SINTEP. Ele era assessor da Fase, entidade que dava apoio efetivo aos movimentos sociais e esposo de uma das diretoras da Associação, a professora Regina.
Daí que convivemos bastante e Jaime tornou-se referência para discutir política, para orientar as nossas ações no movimento, para discutir o nascente Partido dos Trabalhadores, para encaminhar a Anampos – Articulação Nacional dos Movimentos Popular e Sindical. Sua participação foi fundamental para articular o ENTOES – Encontro Nacional dos trabalhadores em Oposição à Estrutura Sindical, embrião da CUT.
Jaime era resistente e combatente implacável da ditadura militar e sua vida foi dedicada à construção de um País livre, igualitário e justo. Por isso, em todas as iniciativas que representavam um acúmulo para a construção da nossa utopia, lá estava o Jaime. Lutando de forma generosa, bem humorada , tolerante e acima de tudo, com ousadia e paciência pedagógica para engendrar o mundo novo e o ser humano como pilar desta construção.
(*) Venize Rodrigues é professora da Universidade do Estado do Pará, fundadora do Sintep, da CUT e do Partido dos Trabalhadores.
Nem Greenpeace e nem o Macron roubaram a cena - Boi Marronzinho, Grupo Tunama e performance dinamizam Semana MultiverCidades
A Semana MultiverCidades da Amazônia:Acesso à Justiça e Direito Cidade movimentou nos dias 5 e 6 de novembro muitos atores sociais, em vários espaços, com uma pauta ampla: acesso à justiça, territórios, biomas, cidadania, degradação, resistência, desesperança, caminhos coletivos, saneamento, inovação, urbano, rural, intercâmbio, violência, preconceito, saberes, vulnerabilidade, etc. Tudo junto e misturado com muita cidadania. Uma sinalização clara que é preciso conhecer, enfrentar e buscar juntos, acadêmicos e lideranças populares, alternativas de solução aos problemas da comunidade. Teve reunião em auditórios e salas da Universidade Federal do Pará e visitas técnicas às comunidades. Pesquisadores pisaram no chão do Curral Cultural Boi Marronzinho, no bairro da Terra Firme, em Belém, que existe há 32 anos. Além de proporcionar lazer, atua como uma ferramenta de mobilização social e foca sua atuação nas áreas de direito à cidade, sustentabilidade, educação e segurança alimentar. Os p...

Parabéns Paulo Roberto por trazer memórias de luta deste estado. Muito bom o texto da amiga Venize. Torço pelo projeto.
ResponderExcluirObrigado, Bel. Vamos em frente.
ResponderExcluirJaime, amigo querido, companheiro de luta, exemplo de militância comprometida com a luta por um Brasil mais justo, humano, igualitário, democrático. Parabéns, Paulo, pela homenagem, uma lembrança que estará para sempre em nossas memórias.
ResponderExcluirObrigado, Nádia. O Jaime é uma inspiração para todos nós.
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